X-O Manowar # 1

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 13 setembro, 2013

X-O Manowar # 1Editora: HQM – Revista mensal

Autores: Lâminas e campos abertos (X-O Manowar # 1) – Robert Venditti (roteiro), Cary Nord (arte) e Moose Baumann (cor);

Escapando do Éden (X-O Manowar # 2) – Robert Venditti (roteiro), Cary Nord (arte) e Moose Baumann (cor);

O despertar do Ômega (Harbinger # 1) – Joshua Dysart (roteiro), Khari Evans  (arte) e Ian Hannin (cor).

Preço: R$ 9,99

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2013

Sinopse

X-O Manowar – Conheça Aric de Dácia, um jovem líder Visigodo que combate o domínio do Império Romano. Sequestrado por alienígenas, resta a ele lutar até suas ultimas forças para recuperar a sua liberdade.

Harbinger – Peter Stanchek é um jovem problemático que esconde do mundo seus poderes. Fugitivo da polícia, ele descobre que há muitas pessoas interessadas nele.

Positivo/Negativo

Fundada em 1989, pelo lendário Jim Shooter (ex-editor chefe da Marvel), a Valiant Comics (hoje Valiant Entertainment), durante a bolha dos quadrinhos dos anos 1990, conseguiu um sucesso expressivo no mercado norte-americano.

Em 1994, foi comprada pela Acclaim, que encerrou as atividades da editora em 2002. Dez anos depois, no chamado “verão da Valiant”, ela voltou com tudo, reiniciando sua cronologia do zero. E é nova esta fase que, corajosamente, a HQM traz para as bancas do Brasil.

O mix abre com duas edições de X-O Manowar, nas quais o leitor conhece Aric de Dácia em 420 D.C. Sobrinho do Rei Alarico I, arrogante e intrépido, ele luta contra o Império Romano.

Logo no início, enquanto tropas romanas invadem seu acampamento e sequestram sua e esposa e sua mãe, ele falha em um ataque quase suicida a esses inimigos.

Um dos pontos mais interessantes do texto de X-O Manowar são as viradas na trama. Quando o leitor pensa que tudo se baseia numa vingança passada durante o império romano, o rumo muda e a história passa a apresentar alienígenas que trocam crianças humanas por seus filhotes.

Mais para o final, a trama muda novamente, se tornando uma luta entre humanos capturados e alienígenas.

A temática de alienígenas no passado da nossa civilização não é novidade. Mas antes era mal utilizada, focada sempre na influência dos extraterrestres na construção do mundo ou qualquer outra teoria da conspiração. Aqui, não. Aparentemente, além de infiltrar seus bebês por um motivo misterioso, eles vêm ao nosso planeta para conseguir mão-de-obra escrava.

Seguindo uma tendência das novas HQ do mercado norte-americano, o autor não poupa o protagonista. Além de perder a família e ser transportado milhares de anos-luz pelo espaço, ele é gravemente ferido, perde a mão e passa anos como escravo.

No final da HQ, mais uma reviravolta serve para deixar o leitor ávido pela próxima edição.

Em seguida, é a vez de Harbinger, com uma trama de garotos com poderes psiônicos e conceitos morais bem distorcidos.

A trama é confusa, parece tentar ligar elementos desconexos: dois jovens delinquentes norte-americanos, um templo místico no interior da China e um grande empresário. O autor direciona bem o leitor, deixando a esperança que em breve tudo vá se encaixar.

A arte nas duas séries é competente, mas em Harbinger o trabalho de Khari Evans tem mais altos e baixos, deixando alguns rostos bem distorcidos.

O trabalho de edição da HQM está ótimo. Além de capas alternativas para os colecionadores mais hardcore, a revista traz extras, como a capa de Harbinger brasileira e a original, o que permite ao leitor comparar o trabalho de tradução.

Além disso, um infográfico situa rapidamente o leitor no contexto histórico de X-O Manowar e um texto de Roberto Guedes explica ao leitor o histórico da editora Valiant.

Esta revista é uma boa pedida para fãs de super-heróis e traz novos ares ao gênero nas bancas do País, tão saturadas de grandes editoras com obras que nem sempre correspondem ao seu tamanho.

Classificação

4,5

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