Os Vingadores # 97

Por Ricardo Malta Barbeira
Data: 16 março, 2012

Os Vingadores # 97Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: Os Novos Vingadores (New Avengers # 6) – Brian Michael Bendis (roteiro), Stuart Immonen (desenhos), Wade Von Grawbadger (arte-final) e Laura Martin e Rain Beredo (cores);

Academia de Vingadores (Avengers Academy # 6) – Christos Gage (roteiro), Mike McKone (desenhos), Dave Meikis, Rebecca Buchman, Andrew Hennessy, Rick Ketchum (arte-final) e Jeremy Cox (cores);

Os Vingadores (Avengers # 7) – Brian Michael Bendis (roteiro), John Romita Jr. (desenhos), Klaus Janson e Tom Palmer (arte-final) e Dean White, Paul Mounts e Rain Beredo (cores).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Fevereiro de 2012

Sinopse

Os Novos Vingadores – A luta final entre Wolverine, misticamente acrescido do poder de vários heróis, e Agamotto. Em jogo, o destino da Terra.

Academia de Vingadores – Como é bom ser um réptil.

Os Vingadores – Parker Robbins voltou, e está atrás das Joias do Infinito.

Positivo/Negativo

Não se engane pelo título, esta revista é a mesma que se chamava até pouco tempo Os Novos Vingadores e que também já foi Os Poderosos Vingadores.

O nome foi mudado na edição # 92, de setembro de 2011, e infelizmente trouxe a reboque uma queda de qualidade, que foi a mudança das histórias do Capitão América, escritas por Ed Brubaker, de seu mix para o de Capitão América & Os Vingadores Secretos.

Esta edição começa com a conclusão da batalha dos Novos Vingadores contra Agamotto.

Contando com a ajuda do Dr. Estranho, de Daimon Hellstrom e do Dr. Vodu, os heróis conseguem derrotar o poderoso mago, mas não sem antes que um deles tenha que se sacrificar pela vitória.

A saga, que teve seis partes, não foi lá um grande momento Marvel, mas divertiu em um nível perto do razoável. E mesmo quando o roteiro de Brian Michael Bendis mostrou-se enfadonho – e isto aconteceu com certa frequência -, os desenhos de Stuart Immonen acabaram compensando a leitura.

A seguir, uma história de Academia de Vingadores, título que entrou no lugar de Capitão América.

A trama foca em Réptil, que, ao assumir a liderança desses jovens e problemáticos candidatos a Vingadores, começa a questionar se tem as qualidades necessárias para melhorar a vida de seus colegas.

Os dramas adolescentes não costumam ser muito bem trabalhados nas revistas atuais de super-heróis, e esta não é exceção. O momento em que se percebe isso com clareza é na conversa completamente absurda entre Jessica Jones e o jovem herói.

Segundo o roteiro de Christos Gage, basta um desconhecido te encontrar na rua, contar alguns de seus segredos mais íntimos e você automaticamente já cria um vínculo de plena confiança com o indivíduo. Não há psicologia barata que não possa transformar um texto ruim em algo ainda pior.

Para fechar, uma aventura de Os Vingadores em que Parker Robbins, vulgo Capuz, encontra as duas primeiras – de seis – Joias do Infinito, tornando-se uma ameaça a todo o planeta.

Percebe-se que Bendis está optando por um tom despretensioso, tanto em Novos Vingadores quanto em Os Vingadores, e se o leitor esperava mais dele por tratar-se de um roteirista acima da média do mercado norte-americano de super-heróis, não se pode negar que é uma típica aventura de heróis e vilões para ler e esquecer sem grandes traumas.

O ponto negativo vai para a irregular arte de Romita. Seja devido à arte-final ou não, os desenhos estão aquém de seus trabalhos regulares.

Classificação

2,0

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