Vertigo # 27

Por Lielson Zeni
Data: 16 março, 2012

Vertigo # 27Editora: Panini Comics – Revista mensal

Guerra fantasma (American Vampire # 18) – Scott Snyder (roteiro), Rafael Albuquerque (arte) e Dave McCaig (cor);

Razões para se alegrar (Hellblazer # 203) – Mike Carey (roteiro), Leonardo Manco (arte) e Lee Loughridge (cor);

Extremamente solitário (Scalped # 27) – Jason Aaron (roteiro), Francesco Francavilla (arte) e Giulia Brusco (cor);

Você vê o que eu vejo? (House of Mystery Annual # 1) – Matthew Sturges, Mark Buckingham e Bill Willingham, Peter Milligan, Chris Roberson (roteiro), Luca Rossi, Mark Buckingham, Giuseppe Camuncoli, Michael Allred (desenhos), José Marzán Jr., Kevin Nowlan, Stefano Landini, Michael Allred (arte-final) e Lee Loughridge, Dave McCaig, Laura Allred (cor);

O labirinto dos perdidos (Joe the barbarian # 7) – Grant Morrison (roteiro), Sean Murphy (arte) e Dave Stewart (cor).

Preço: R$ 9,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Fevereiro de 2012

Sinopse

Guerra fantasma – Pearl chega à ilha e vai conversar de perto com Skinner Sweet. Conclusão do arco.

Razões para se alegrar – Chas fica muito abalado depois de ser alvo dos ataques dos filhos de John Constantine com a demônia Rosacarnis. E ele não é o único amigo do mago inglês que está na mira dos seres do Inferno.

Extremamente solitário – O agente Nitz é um homem desencantado e bastante cético em relação ao mundo. Esta história vai revelar suas motivações e a razão do seu ódio por Lincoln Corvo Vermelho.

Você vê o que eu vejo? – Na edição comemorativa do Dia das Bruxas, uma máscara mágica leva Fig por um desagradável passeio pelas séries da Vertigo. Especial anterior ao encerramento dos eventos, na edição # 24.

O labirinto dos perdidos – Inicia-se o confronto entre o exército de Joe, o menino que morre, e o Rei-Morte. E o jovem está cada vez mais perto de conseguir o refrigerante que pode tirá-lo da crise de hipoglicemia.

Positivo/Negativo

Editorialmente, a Panini fez um grande lance nesta edição: preparou tudo para que o próximo número da revista Vertigo encerre todos os arcos em andamento e que o mês de abril traga estreias de novos personagens e novas histórias do frequentadores costumeiros da publicação.

Vampiro americano fecha o arco aqui, em uma edição dedicada à batalha entre Pearl e Sweet. Há um evento muito importante pra série, mas certamente nenhum leitor vai levá-lo tão a sério, dado o seu uso estar tão gasto nos tempos recentes da indústria norte-americana de HQs.

A arte de Rafael Albuquerque continua espetacular.

Na sequência, Hellblazer melhora um pouco, apesar da absurda premissa dos rebentos encapetados de John Constantine. E o leitor, desanimado com Mike Carey, sabe que qualquer alto que a trama ganhe é passageiro e conduzirá a um final decepcionante. A arte de Leonardo Manco é incrível, uma pena que esteja alijada de um roteirista melhor.

Escalpo decepciona nesta edição. Um dos problemas é visível: a arte feia e desproporcional de Francesco Francavilla. É o segundo mês consecutivo que o leitor não vê o traço de R.M. Guéra. E como faz falta.

O roteiro de Aaron, sempre tão focado em estruturas interessantes e grande desenvolvimento de personagens, dá uma motivação fraca e vazia ao agente Nitz. Ao leitor que quiser dar um crédito ao escritor, em virtude do que ele já mostrou na série, vale esperar para ver se o que foi revelado não esconde algo mais profundo. Só aguardando pra saber.

A volta de Casa dos mistérios é boa, embora estranha. É muito esquisito ler uma edição anterior ao desfecho da “primeira temporada” da série. Talvez a Panini queira aproveitar o especial para mostrar aos leitores novas séries que publicará.

A estrutura da aventura é usar artistas convidados para que cada um escreva sobre um personagem do universo Vertigo que lhe diga respeito. A história é boa e os pequenos contos são empolgantes. O modelo que a série deveria seguir: tramas curtas de impacto, em vez de arcos longos e arrastados.

O Hellblazer de Peter Milligan mostra a diferença entre um escritor de Constantine competente e Mike Carey. E Eu, zumbi tem a fantástica arte de Michael Allred.

Encerra a revista Joe, o bárbaro. A arte de Sean Murphy é magnífica e é uma pena que a editora não tenha usado a sua capa para esta edição. Quanto à história, há um pouco mais do mesmo mesclado com ação.

Na próxima edição, vários finais de arcos. Para o leitor que acompanha a publicação mês a mês, é imperdível.

Classificação

4,0

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