One Piece # 36

Por Guilherme Kroll Domingues
Data: 2 março, 2012

One Piece # 36Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autor: Eiichiro Oda (roteiro e desenhos).

Preço: R$ 10,90

Número de páginas: 208

Data de lançamento: Fevereiro de 2012

Sinopse

O bando de Luffy foi acusado da tentativa do assassinato de Iceburg, por causa de Nico Robin. Mas o bando do chapéu de palha não acredita no que ouve e se envolve em uma situação que tem participação do Governo Mundial e do CP-9.

Positivo/Negativo

Em outubro de 2008, a Conrad colocava nas bancas One Piece # 70, prometendo retomar a publicação que já vinha de uma longa paralisação. Entretanto, os leitores ficaram a ver navios (com o perdão do trocadilho), pois a editora nunca mais lançou outro número do mangá.

Três anos e meio depois, a Panini, que assumiu os direitos do título no Brasil, anunciou que republicará a coleção desde o primeiro volume, mas também retomará do ponto em que a antiga editora parou: exatamente este número 36.

Para quem está se perguntando como é possível que o 36 venha após o 70, isso se explica pelo fato de, na Conrad, os volumes originais japoneses terem sido divididos em dois. Como a Panini decidiu manter o formato original, sua numeração ficou dividida pela metade. Assim, este número 36 equivaleria aos hipotéticos # 71 e # 72 da sua antecessora.

Mas essa não é a única mudança em relação à versão anterior. A Panini optou por mudar alguns nomes para aproximá-los de sua versão original, como o do protagonista Luffy, anteriormente chamado de Ruffy no Brasil, e Grande Rota, que virou Grand Line.

A respeito das decisões editoriais tomadas pela Panini, não há o que criticar, pois são apenas no sentido de padronizar a nova versão nacional com as demais publicadas ao redor do mundo.

O que os leitores podem sentir falta é que, pelo menos neste número, não há nenhum tipo de nota ou qualquer aparato editorial avisando que este volume é o que retoma a história a partir de onde a Conrad parou e o motivo pelo qual a editora resolveu alterar nomes de personagens e regiões.

Sobre a história (o que realmente importa), após uma longa enrolação, a trama do mangá começa a se amarrar. O leitor descobre que os hieróglifos, o Governo Mundial, o CP9, o sumiço de Nico Robin e os carpinteiros estão ligados por uma arma misteriosa. Há espaço para reviravoltas, revelações bombásticas e muita ação, dentro do ritmo frenético que Eiichiro Oda confere às suas narrativas.

A arte merece um destaque à parte. O estilo caricato do autor é ainda mais escrachado que a maioria dos mangás de ação. O tempo todo, o traço tem um ar cômico que dá uma expectativa de humor constante. Mas isso é quebrado sempre pelas fortes situações dramáticas na trama (algumas delas beirando ao dramalhão).

Esse jogo complexo de comédia e drama de One Piece é muito bem sustentado pela concatenação da arte e do roteiro de Eiichiro Oda.

O resultado é um ótimo volume deste mangá, que, não à toa, é um sucesso de crítica e público ao redor do mundo.

Classificação

3,5

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