Escola de Animais

Por Milena Azevedo
Data: 15 fevereiro, 2013

Escola de AnimaisEditora: Balão Editorial – Edição especial

Autor: Leandro Robles (roteiro, arte e cor).

Preço: R$ 40,00

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Outubro de 2012

Sinopse

Compilação das tirinhas homônimas publicadas no suplemento Folhinha, da Folha de S.Paulo.

Positivo/Negativo

Leandro Robles ganhou a internet com as tirinhas comicamente filosóficas do Macaco Albino, mas sua predileção em contar histórias protagonizadas por animais antropomorfizados começou bem antes.

Ainda na faculdade, Robles colaborou com a revista Cogumelo, feita pelos estudantes de arquitetura. Nesse periódico, definiu seu estilo e criou uma porção de personagens fofinhos, que acabaram por ser o protótipo de uma série de tirinhas, um tempo depois batizada de Escola de Animais.

Na Escola de Animais, as histórias giram em torno de alunos, professores e funcionários, dentro e fora de suas dependências, sem que haja um protagonista fixo. Tem o “dogueiro” malandro Sapo, a girafa Rafa, o coala Coal, as ovelhinhas (estilo “maria-vai-com-as-outras”), a professora Oxítona, o pinguim Pingo, a cabra Cabrolina e Chump, o chupa-cabra.

Robles traz sempre temas atuais, misturados a outros atemporais da nerdice infanto-juvenil, como a indignação do Rafa em decorar complexas fórmulas matemáticas, quando elas mostram-se simplórias perto dos cheats de games que ele conhece, ou o esforço de consumir um produto ruim, comprado apenas pelo brinde agregado.

Embora as piadas sejam ora bem sacadas, ora um bastante batidas, o texto e o traço leve convidam àquela leitura gostosa que desopila a mente, válida para todas as faixas etárias.

Essas tirinhas foram originalmente publicadas no suplemento Folhinha, da Folha de S.Paulo, entre 2003 e 2009.

Para que elas pudessem chegar a leitores de diversas regiões do Brasil, a Balão Editorial, casa das divertidas tiras dos passarinhos Hector e Afonso, lançou uma coletânea homônima, em 2012, com material inédito e um prefácio de Fernando Gonsales, o “pai” de Níquel Náusea.

Classificação

4,0

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