Edge # 8

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 21 agosto, 2013

Edge # 8Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: Supercrítico (Stormwatch # 8) – Paul Jenkins (roteiro), Ignacio Calero e Daniel Hor (arte) e Pete Pantazis (cor);

Tudo que sobe… desce! (Grifter # 8) – Nathan Edmondson (roteiro), Daniel Sampere (arte) e Andrew Dalhouse (cor);

Guardiã de minha irmã (Voodoo # 8) – Josh Williamson (roteiro), Sami Basri (arte) e Jessica Kholinne (cor).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Fevereiro de 2013

Sinopse

Stormwatch – A equipe luta para repelir os devoradores de gravidade sem que isso destrua todo o universo.

Bandoleiro – O irmão do protagonista irmão retorna dos mortos para matá-lo. Mas como isto e possível?

Vodu – No fogo cruzado entre Vodu e agente Fallon, Priscilla precisa decidir se vai fugir ou lutar.

Positivo/Negativo

Apesar da verborragia pseudocientífica, está é uma edição de Stormwatch que se salva pela interação entre Meia-Noite e Jenny Quantum. Os dois protagonizam os melhores diálogos da aventura.

Seguindo a mesma linha de sua antecessora Jenny Spark, Quantum é o espírito do Século 21 e, tal como a anterior, personifica as características desse período em seu comportamento.

Se Spark controlava a eletricidade e participou de todos os eventos importantes do Século 20, Quantum controla a física mais moderna, como a teoria das cordas, e trata questões como o homossexualismo de Meia-Noite de maneira natural.

Além disso, aceita bem a solidão e o individualismo de um período em que as pessoas evitam o casamento formal e a constituição de família.

O forte da história é a relação entre esses personagens, já que a trama dos mineradores de gravidade é confusa e deixa a impressão de que serve de pano de fundo para desenvolver algo que terá consequências futuras.

Mantendo o tom de confusão, Bandoleiro apresenta uma história sem pé nem cabeça. O “herói” e Sofia estão em um avião, quando ele é derrubado por demonitas.

É tudo muito rápido e sem sentimento: o agente vê o corpo de sua companheira morta no chão e a sua reação é vazia. A tentativa de fazer uma ligação emocional com a carcaça de seu irmão fracassa e o final é completamente sem sentido.

Também há tentativas de criar laços afetivos em Vodu, quando a Priscilla original enfrenta seu clone alienígena. Esses relacionamentos apresentados tentam dar um sentimento à história, mas são em vão. Assim, a morte da agente Fallon passa em branco em meio a tanta discussão.

Classificação

2,5

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