Edge # 5

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 26 abril, 2013

Edge # 5Editora: Panini Comics – Revista Mensal

O lado negro – Parte 5 (Stormwatch # 5) – Paul Cornell (roteiro), Miguel Sepúlveda (arte) e Allen Passalaqua (cor);

Sintonia de horror (Grifter # 5) – Nathan Edmondson (roteiro), Scott Clark (arte) e Andrew Dalhouse (cor);

Questão de identidade (Voodoo # 5)– Josh Williamson (roteiro), Sami Basri (arte) e Jessica Kholinne (cor).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Novembro de 2012

Sinopse

Stormwatch – Adam Um falhou com a equipe, e as consequências para ele serão nada menos que letais. Meia-Noite em um confronto brutal. E o fim do mundo começa aqui!

Vodu – Priscilla frente a frente com seus criadores, os demonitas.

E o Bandoleiro tem vários demonitas para enfrentar.

Positivo/Negativo

Stormwatch vem dividida em dois plots: primeiro, o julgamento de Adam Um, e depois a batalha entre Meia-Noite e Espadachim.

Após falhar na liderança da equipe, a divisão das sombras envia um agente para julgar Adam Um e, uma vez provada sua incompetência, ele é condenado à morte. Agora, a vaga de líder deve ser preenchida. E aí vem a pior tentativa de se criar diálogos inteligentes. O texto é enfadonho, lento e faz questão de analisar e apresentar cada membro da equipe para descartar todos e decidir pela Projecionista.

A segunda parte é mais dinâmica. Durante sua tentativa de fuga da nave, Apolo e Meia-Noite trombam com o Espadachim roubando dados. Enquanto a dupla briga, o ladrão foge e, de quebra, sequestra a nova líder da equipe e explode a nave.

A arte é boa, mas sem grandes destaques – a não ser pela página 9, em que se vê alguns souvenires como a arca da aliança (com o design saído de Indiana Jones e a arca perdida), algo que parece ser Kandor, uma silhueta de um alienígena, um anel de Lanterna Verde e a camiseta da falecida Jenny Spark, dentre vários outros objetos.

Para as próximas aventuras da equipe, fica uma promessa de um crossover entre Stormwatch e Superman, e Meia-Noite e Bandoleiro.

Aliás, o Bandoleiro se firma como uma boa HQ de ação, no melhor estilo dos anos 1980 (inclusive, o momento em que o personagem veste sua máscara lembra muito o Rambo colocando sua faixa na testa), com direito a muitos tiros e alienígenas estraçalhados. Mas não passa disso.

Com resoluções rápidas e simples, a série diverte pela ação despropositada e violência gratuita.

Vodu melhorou com a mudança na equipe criativa. Continuando sua missão de roubar dados sobre o sistema de defesa da Terra, Priscilla precisa transmitir os dados sem que os Lanternas Verdes percebam. Ela encontra uma antiga nave demonita e a invade para usar como transmissor, mas é interceptada por um puro sangue de sua espécie.

Com a mudança de roteirista, o texto ficou bem melhor, mais trabalhado e acompanhando melhor a arte, que é a melhor do mix.

Vale lembrar que dois dos três títulos da revista têm como antagonistas os demonitas. Mas, até agora, o Bandoleiro foi mais bem explicado em Vodu do que em seu próprio título – como na cena em que Priscila se transforma nele para abalar a confiança de seu opositor. Mais um reflexo da bagunça editorial que a DC virou após o reboot.

Classificação

2,0

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