Edge # 3

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 5 abril, 2013

Edge # 3Editora: Panini Comics – Revista Mensal

O lado negro (Stormwatch # 3) – Paul Cornell (roteiro), Miguel Sepúlveda (arte) e Alex Sinclair e Pete Pantazis (cor);

Perseguição esmeralda (Voodoo # 3) – Ron Marz (roteiro), Sami Basri (arte) e Jessica Kholinne (cor);

Fugitivo (Grifter # 3) – Nathan Edmonson (roteiro), Cafu (arte) e Jason Gorder (cor).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 64

Data de lançamento: Setembro de 2012

Sinopse

Stormwatch – Apolo é a única coisa entre a Terra e sua destruição!

Vodu – As andanças de Priscilla (e a trilha de sangue que ela deixa atrás de si) a colocam em rota de colisão com o Lanterna Verde.

E ainda: Bandoleiro em um confronto letal!

Positivo/Negativo

Em Stormwatch, Paul Cornell ainda tenta construir uma sequência de ação desenfreada com uma equipe disfuncional, mas não acerta o ponto.

Nesta edição, o ruído é menor se comparado à anterior, pois a equipe se entende mais e a arte está menos histérica. Mas, no final, numa tentativa de recuperar o espírito das antigas aventuras do Authority, uma grande e surpreendente reviravolta se mostra sem graça e previsível.

Vodu começa bem. A linda arte transmite tanto a sensualidade de Priscila quanto a deformidade de outros transmorfos, ambientaliza a história no meio-oeste americano com poucos detalhes e ainda consegue demonstrar toda a crueldade de Vodu com um detalhe pequeno na janela do caminhão.

Mas o roteiro faz a trama desandar. Quando a protagonista tenta entrar em contato com outros de sua espécie, o leitor entende mais sobre a personagem e seus objetivos, que não são realizados graças à chegada do Lanterna Verde. É exatamente neste ponto que a coisa sai dos trilhos.

A chegada de Kyle Rayner é completamente aleatória e desencadeia uma pancadaria gratuita e situações constrangedoras. Pra piorar, a desculpa para ele deixar Vodu escapar e completamente sem pé nem cabeça.

Bandoleiro diverte com uma boa sequência de ação, com direito a várias explosões e tiroteios, e explica mais um pouco sobre o passado do personagem como agente especial.

Mas a sensação de não sair do lugar desde a primeira edição é forte, o que pode servir como desculpa para largar a revista. Para os esperançosos, fica a promessa de um encontro com o Arqueiro Verde na próxima edição.

Classificação

1,5

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