Graphics MSP terão mais páginas e Astronauta 3 ganha título

Por Samir Naliato
Data: 21 outubro, 2016

Hoje, o editor e responsável pelo planejamento editorial da Mauricio de Sousa Produções, Sidney Gusman, usou as redes sociais para revelar mudanças na linha Graphic MSP.

Agora, todos os álbuns passarão a ter 96 páginas, em vez das 80 que compunham as publicações desde o primeiro volume, Astronauta – Magnetar, lançado em 2012.

“Se tem uma coisa que todo leitor do selo #GraphicMSP sempre pediu, foi… mais páginas. Pois bem, desejo atendido!”, escreveu Sidney.

Com a ampliação, os autores terão mais páginas para desenvolver os projetos, pois 80 serão dedicadas às histórias e as outras 16 para textos editoriais, extras etc. A Panini Comics continuará publicando os materiais com acabamentos tanto de capa dura, quanto capa cartonada, mas ainda não confirmou quanto os álbuns custarão.

Além disso, foi confirmado oficialmente o título da terceira Graphic MSP do Astronauta de Danilo Beyruth: Astronauta – Assimetria.

O trabalho (cuja sinopse ainda não foi revelada) conta com cores de Cris Peter e forma uma trilogia do personagem, ao lado de Magnetar e Singularidade.

Astronauta – Assimetria tem lançamento marcado para a Comic Con Experience deste ano, e já virá com 96 páginas.

A imagem abaixo é o teaser divulgado no FIQ de 2015, e não a capa final da edição.

Astronauta – Assimetria

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  • andrefbr

    “O trabalho (cuja sinopse ainda não foi revelada) conta com cores de Cris Peter e forma uma trilogia do personagem, ao lado de Magnetar e Singularidade.”

    Porque nerd gosta de trilogia! =D

  • Leandro Silva

    Olha, vou até pedir desculpas pro Sidão, sou um grande admirador de todo esse projeto, acompanho todas as edições, tenho tudo desde o início dos 50 Artistas, o seu empenho em tudo isso tem sido maravilhoso e os fãs ganharam uma grande e soberba opção de leitura e entretenimento; mas, vou desabafar: já estava sentindo cheiro de capitalismo faz bastante tempo, afinal MSP é uma marca, uma empresa e vive de negócios como qualquer coisa! Mas daí à falar que os fãs estavam pedindo e a equipe do projeto atendeu são duas coisas bem distintas uma da outra e eu só acredito se aumentar a página e não aumentar o valor unitário de cada edição!
    Pra mim, o que mais me chamava atenção era toda a Uniformidade, e as quantidades de páginas nunca impediram que nós tivéssemos em mãos ótimas obras (apesar que eu faço ideia que deve ser extremamente ingrato limar e editar cada obra, principalmente com todos esses talentos envolvidos e deve ser uma página mais fantástica que a outra, e é como se tivéssemos que escolher entre um filho e outro com certeza), mas até esse padrão e toda a UNIDADE do projeto se perdeu com essa notícia, e o projeto se tornou mais uma Marvel ou DC Comics da vida, sempre mirando no que dá mais dinheiro. Toda a simplicidade invejável do MSP está se transformando em algo mais… comercialmente rentável! Nem duvido que a qualidade irá se manter, isso é inegável, mas digo adeus a singeleza e modéstia. Desejo vida longa ao selo, e fico na torcida para que não se transforme em só mais um entre tantos.

    • Cleyton Souza

      Primeiro, eu acho que 16 páginas de extras é muito. Segundo, acho que histórias como Mônica, Turma da Mata, Astronauta II e Louco (talvez Papa Capim, mas esse não li ainda) teriam se beneficiado de mais algumas páginas para desenvolver melhor os personagens. Para mim, as melhores histórias ainda são as primeiras edições, junto com Bidu e Lições.

    • “estava sentindo cheiro de capitalismo”
      Como assim, cara? Você vai num lugar, pega dinheiro e troca por um produto e não é suficiente pra sacar que é capitalismo em sua forma mais puta?
      As pessoas trabalham por dinheiro, nenhuma grande editora lança quadrinhos por puro amor. Agora, quando os envolvidos na produção do material amam o que fazem, dá para perceber. E esta série é o caso :)

      • Leandro Silva

        Opa, sabia que essa frase ia pegar mal! mas, me compreenda: quando todo o projeto começou, deu aquele ar de comemoração, de homenagem, de enriquecimento à todo o conteúdo das criações de Maurício de Souza. Daí, surgiram as graphics individuais e então, claro, a chance de cada personagem ter uma ótima história para entreter adultos e crianças (o que é minha defesa à grande edição de Papa-Capim, pois houve quem mensurou que era uma obra menor, com uma crítica negativa, principalmente para a parte de terror – como sou eu e meu menino de agora 8 anos que lemos as edições, achei tudo muito bem pontuada e sem rebarbas!), e ficou tudo mais bacana vendo que todo o projeto então estava consumado com um padrão incrível, bem balanceado, sem sobras e digo que sem faltas tbm, pois todas as páginas até então sempre foram suficientes para uma ótima história.
        É claro que todo produto tem seu preço, vivo nesse país, sei bem pelos meus mais de 41 anos, 27 dos quais colecionando quadrinhos! Nunca botei em perspectiva o cuidado, o apuro e o carinho pelo qual cuidam desse projeto, e vc tem total razão, “nenhuma grande editora lança quadrinhos por puro amor”, mesmo; questões mercadológicas, oferta e procura, como já citei acima, em meu primeiro comentário, esse tipo de coisa; se está dando certo, por que não extrair ao máximo? estão errados? Não. Mas a partir daqui, pra mim – bem entedido isso – deixou de ser um produto belo e com muito carinho (igual aquele bolo cheiroso que a vovó fazia para a visita do netinho), uma declaração de amora para ser compartilhada com os fãs para se tornar mais um produto nas prateleiras para ser comprado. Perdeu a identidade e se tornou mero produto de consumo. Será que consegui explicar meu sentimento como fã, admirador e colecionador? O projeto inicio-se dando uma impressão pra nós, a impressão de uma homenagem mais que merecida, e segue agora outro caminho!

        • Primeiramente parabéns, pq é dificil discordar de alguém na internet hoje e a conversa manter o bom nível :)
          Quanto à mudança na linha, concordo com você em partes. Para nós, leitores assiduos de quadrinhos, a série já perdeu aquele ar de homenagem e novidade. Já é uma série que está aí há alguns anos e se consolidou com seu alto nível, mas não é mais novidade para nós.
          Felizmente (pelo menos em minha opinião) as edições mantiveram e até elevaram o nível com o tempo, além de nos apresentar a inúmeros artistas e revolucionar o mercado de quadrinhos nacional.
          Acabou a aura de homenagem que nos atraiu para a série, agora o que me mantém ligado é o alto nível das histórias.
          Mas é sempre bom lembrar que o grande público não acompanha as notícias de quadrinhos e nem pensa muito nisso. Para esse público, ver uma graphic “adulta” da turma da mônica ainda é uma baita novidade!

          • Intrometendo-me aqui, só quero dizer que não tenho essa ânsia por inúmeras novidades. Uma série de quadrinhos de qualidade já é o suficiente pra mim.

            E, sim, esse selo visa o lucro, por isso o Sidney está fazendo essas mudanças. Mas não me parece que isso seja um ponto negativo, já que há todo esse amor envolvido que você pertinentemente citou.

  • Victor Vitório

    Achei Singularidade meia-boca. Talvez tenha sido porque Magnetar me deixou c alta expectativa para os seguintes. Ou porque Singularidade é uma sopa de clichês e nada mais, sem o desenvolvimento de personagem de Magnetar.

    Agora vem dizer q é uma trilogia…E pra mim o ato final é o mais importante, então vou comprar e ver no q dá.

    (Na verdade só achei Magnetar, Laços e Lições hqs acima da média. Até Fuga foi uma frustração de texto fraco, esperava muito mais).

  • DOUGH

    QUALQUER revista é um produto. Se tiver um ótimo roteiro e arte refinada, melhor. Mas, ainda assim, será um produto. No caso deste projeto do Maurício há alguns bons lançamentos, como Chico Bento e o Louco. No mais, nada que li e vi me atraiu. O Astronauta, tão falado, tem um texto fraquíssimo e repleto de clichês. O primeiro é fraco e o segundo pior ainda. Enfim, é um produto que não me interessa, salvo raras exceções.

  • Camilo Lelis Ferreira da Silva

    Esperando as seguintes Graphic Novels da MSP Graphic em um Hipotético e Imaginário Futuro:
    01- Xaveco: Todas As Atenções (No estilo Homem Animal de Grant Morrison e Deadpool).
    02- Nico Demo: Contra O Mundo (No Estilo de Chico Bento: Pavor Espaciar e os Skrotinhos).
    03- Cebola: Planos, Planos e Mais Planos (No Estilo Coyote e Papa-Léguas).
    04- Pelezinho: Legado com Ronaldinho e Neymar Jr. (No Estilo Scott Pilgrim)
    05- Os Souza: Tudo se resolve em Família (No Estilo O alienista de Bah e Moon)
    06- Do Contra: O Mundo Segundo a Mim
    07- Tina: Crescer

    • Perfeito. O que mais aguardo é uma Graphic MSP dedicada ao Do Contra. E as outras estão de parabéns, ótimo exercício imaginativo o seu, adorei!

  • Lorar

    Quero Astronauta mensal!

  • Denise

    Hummmm… sou muito fã e tenho todas as graphics. Vou ser positiva e crer que esses extras terão bastante qualidade, afinal o número de paginas deles é bastante considerável.

  • Caramba, 16 páginas de editorial e extras! Que sonho, Graphic MSP cada vez melhor! E viva o Sidney!!