Coleções inesquecíveis da Disney no Brasil

Por Marcus Ramone
Data: 23 novembro, 2015

Relembre alguns dos artigos colecionáveis que marcaram a história das criações de Walt Disney no País.

 

Gibis, miniaturas, tampinhas de refrigerante, álbuns de figurinhas, livros… Não foram poucas as coleções estreladas pelos personagens Disney no Brasil.

Muitas delas fizeram parte da infância de colecionadores que ainda guardam esses tesouros como um pedaço marcante do passado. Outras têm pouco tempo de lançamento, mas já entraram para a história e, certamente, serão cultuadas por muito tempo.

Relembre – ou conheça – um pouco dessa trajetória do colecionismo disneyano brasileiro.

Nova Coleção Walt Disney

Lançada pela Ebal, em 1952. Foram oito edições em preto e branco e formato talão de cheque, cada uma com 16 páginas.

As estrelas da série eram Mickey, Donald, Pluto e Cascudinho (a Editora Abril, que publicou várias HQs do personagem, usava seu nome original, Bucky).

Carl Barks, Al Taliaferro e Jack Hannah estavam entre os autores das HQs da coleção.

Nova Coleção Disney # 6 - Pato Donald e o vizinho misterioso

Miniaturas Disney

Na década de 1970, uma promoção da Coca-Cola oferecia à criançada uma série de bonequinhos de plástico dos personagens da Disney.

Para ganhar, bastava encontrar uma tampinha premiada nas garrafas do refrigerante e trocar pelas miniaturas que mediam cerca de cinco centímetros, vinham com cores sortidas e traziam Pateta, Mickey, Pato Donald, Margarida, Branca de Neve, Dumbo, Alice, Grilo Falante, Dunga, Bambi e outros, totalizando quase 20 bonecos.

Em 1980, a Abril reeditou a coleção, dessa vez oferecendo de brinde nos gibis da turma de Patópolis.

Miniaturas Disney

Manuais Disney

Era o início dos anos 1970 e a Abril lançou nas bancas uma série que nas décadas seguintes viraria objeto de desejo de colecionadores e fãs saudosistas: os manuais protagonizados por personagens da Disney.

Do primeiro volume, Manual do Escoteiro Mirim, em 1971, até o Manual da Copa do Mundo, de 1986, foram 16 livros em capa dura (outros, em brochura) e milhares de páginas com informações sobre assuntos diversos, dicas úteis, brincadeiras, histórias ilustradas e “tudo que você queria saber” a respeito de alguma coisa.

Muitos dos manuais traziam temas identificados com as características de um personagem: o da Vovó Donalda tinha receitas culinárias; o do Zé Carioca vinha com muito futebol; para o do Tio Patinhas – que oferecia de brinde uma réplica da moedinha Número 1 -, finanças, economia e numismática; e o do Pardal, ciência e tecnologia.

Nesse meio tempo, houve várias reedições, com conteúdo revisado ou ampliado. O último relançado foi Manual dos Jogos Olímpicos, em 1992, estrelado pelo Pateta.

Com menos páginas e novos títulos, a coleção foi relançada pela Nova Cultural (braço da Abril), em 1988.

Manual do GastãoManual da Maga & Min

Moedas

Era 1977 e todos os gibis Disney da Abril, durante um curto período, trouxeram de brinde moedas com a efígie de vários personagens.

Tio Patinhas, Donald, Patacôncio, Huguinho, Zezinho, Luisinho, Maga Patalójika, Prof. Pardal, Mickey, Pateta e muitos outros fizeram parte da coleção, que tinha no verso de cada moeda um valor simbólico que variava de 50 a 55o patacas.

Antes e depois disso, a editora lançou outras moedas avulsas – sem fazer parte de coleções maiores -, mais especificamente a Número 1 do Tio Patinhas e mais algumas estreladas por ele.

Moedas Disney

Como é que se diz?

Formada por quatro livros grandes em capa dura e acondicionados em uma caixa especial, a coleção foi lançada em 1976 e ajudou muitas crianças a aprender um pouco de inglês.

Os livros (Palavras que descrevem, Palavras que fazem coisas, Palavras opostas e O nome das coisas) de 160 páginas apresentavam dezenas de personagens Disney em cenários e situações diversas, na maioria das vezes em crossovers nunca ou raramente vistos nos gibis, acompanhados de nomes ou expressões em inglês – com as traduções embaixo – de objetos, ações, sentimentos, sensações, animais e o que fosse preciso para ensinar o idioma.

Até o início dos anos 1980, Como é que se diz? continuava no catálogo da Abril e era ofertada em malas-diretas.

Como é que se diz?

Uma história por dia

Primavera, Verão, Outono e Inverno. Esses eram os temas da coleção que em cada um dos quatro livros em capa dura apresentava pequenos contos de uma ou, no máximo, duas páginas, protagonizados por uma vasta galeria de personagens de Walt Disney.

Cada história ilustrada tinha no canto superior da página o dia do ano em que deveria ser lida, totalizando 365 contos.

Mas quem conseguia esperar um ano inteiro para ler todas as histórias?

Uma história por dia

Álbuns de figurinhas

Um dos melhores foi Show Disney Profissões, lançado em 1978, apresentando cromos em que a turma de Patópolis, sempre em cenas cômicas, exercia alguma profissão.

Abaixo de cada espaço de colar as 256 figurinhas, um pequeno texto explicava o que fazia aquele profissional, que instrumentos usava no trabalho e quantos anos ele precisava cursar na faculdade ou em escolas técnicas para se formar.

Sucesso imediato, o lançamento não agradou apenas às crianças. Os pais aplaudiram a iniciativa que, como uma espécie de teste de vocação informal, poderia ajudar os filhos a decidir em que profissão atuar quando crescessem.

No entanto, o que a meninada queria mesmo era completar o álbum, que foi relançado em 1983 com outra capa e cromos autocolantes.

Valem ainda ser registrados os álbuns Galeria Disney e Disney de A a Z (destacando as figurinhas fosforescentes que brilhavam no escuro), que também marcaram época. O primeiro foi lançado em 1979 e reeditado em 1982; o outro chegou às bancas em 1981.

E para quem pensava que somente os álbuns antigos eram sensacionais, em 2007 chegou Disney Stars, cujas figurinhas formavam histórias em quadrinhos, contos ilustrados e até passatempos.

Álbum Show Disney - Profissões

Bingola Disney

As cartelas com os rostos de diversos personagens eram distribuídas nos gibis e as dezenas de tampinhas de Coca-Cola com essas mesmas imagens impressas na parte interna podiam ser encontradas na bodega da esquina.

Juntando tudo, estava formado o Bingola Disney, um divertido jogo de bingo que em 1978 virou febre entre os colecionadores dos gibis de Mickey, Tio Patinhas e companhia.

As trocas de cartelas e tampinhas eram a primeira diversão. Só depois de completadas as peças a brincadeira começava de verdade.

E o “excedente” tinha muitos destinos, como a porta da geladeira para as tampinhas (o que não agradava às mães) e o caderno da escola para as cartelas.

Bingola Disney

Pateta faz História

As primeiras HQs da série em que Pateta interpreta figuras históricas ou personagens da literatura clássica mundial chegaram ao Brasil em 1978, publicadas nos gibis Disney da Abril.

Criada nos Estados Unidos pelo hoje extinto Disney Studios Program (vem daí o “S” no código de origem das histórias), a série tinha como característica um humor nonsense que ia desde as piadas infames até a metalinguagem, passando pelas gags visuais. E isso incluía ainda a diagramação caótica dos quadros, que muitas vezes se fundiam ou “vazavam” de um para o outro.

Os responsáveis por essa arte pitoresca eram o argentino Jaime Diaz e sua equipe de desenhistas.

O sucesso mundial da série levou a Abril a reunir as HQs já publicadas no Brasil e outras inéditas na coleção Pateta faz História, lançada em 1981.

Na edição de estreia, Beethoven e Tutancâmon, o leitor levava de brinde um adesivo esponjoso em alto relevo, estampado com a efígie do Pateta na pele do imperador egípcio.

Ao todo, foram seis edições em formatinho, trazendo ainda os episódios Gutenberg e Mickey Marco Polo, Leonardo da Vinci e Rei Midas, Rei Arthur e Galileu Galilei, Frankenstein e Colombo e O Homem Invisível e Ulisses.

Em 1985, uma nova coleção em seis edições chegou às bancas, mas com alguns episódios diferentes, formato gigante e acabamento de luxo.

E em 1989, a editora lançou Pateta É, versão em inglês da série – com tradução em português -, no mesmo formato diferenciado e apuro gráfico de quatro anos antes. Foram apenas quatro edições.

A série ganhou uma supercoleção em 2011, com 20 volumes semanais, incluindo todos os episódios nunca antes publicados no Brasil.

Pateta faz História

Biblioteca do Escoteiro Mirim

Reunindo na íntegra os manuais Disney – mais atualizações – publicados na década anterior, a Nova Cultural criou, em 1985, a Biblioteca do Escoteiro Mirim, série com 20 volumes em capa dura, lançados semanalmente.

Em todos os livros havia as mesmas seções, que na verdade eram o conteúdo dos antigos manuais dividido igualmente pelas edições.

Cada volume trazia um selo para colar em uma cartela que, completada no final da coleção, dava direito a um relógio digital esportivo da Champion.

Além de formar nas lombadas um painel com Donald, Margarida e os trigêmeos escoteiros passeando em um bosque, os livros eram acondicionados em uma pequena estante de plástico que acompanhou o primeiro volume.

Fonte de pesquisa escolar mais divertida não existia naquele tempo. Sem contar que esse argumento colava na hora de pedir dinheiro aos pais, toda semana, para comprar os livros.

Biblioteca do Escoteiro Mirim

Série Ouro Disney

Coleção em cinco edições, publicada pela Abril em 1987, apresentando uma espécie de exercício de imaginação sobre alguns personagens, mostrados em situações diferentes do que o leitor poderia imaginar.

Assim, já dava para saber o teor da HQ principal de cada volume (que também trazia republicações) pelos títulos das edições: O casamento do Pato Donald; Pateta, astro de Hollywood; Zé Carioca, o Zé-cutivo; As bruxas também amam; e Peninha prefeito.

Só assim para ver o papagaio caloteiro trabalhando duro e a Madame Min finalmente “fisgando” o Mancha Negra, para citar alguns exemplos.

A série foi reeditada em 1998, trocando o nome e a ordem de publicação de alguns dos títulos originais.

Série Ouro Disney

Minirrevistas Disney

Em março de 1989, alguns dos principais gibis Disney da Abril vinham, cada um, com um pequeno brinde.

Era a Mini-revista Disney, em oito edições estreladas por Zé Carioca, Mickey, Tio Patinhas, Pateta, Peninha, Pato Donald e outros.

Com 16 páginas coloridas por edição, as revistinhas traziam republicações de histórias em quadrinhos.

Mini-revistas # 3 - Zé Carioca

Álbuns Disney

Graphic novels em formato magazine e capa e miolo em papel especial, lançadas pela Abril em 1990.

A coleção teve oito volumes, com 48 páginas cada um.

Pato Donald – O Terror do Rio; Tio Patinhas – Os Fabricantes de Terremotos; Mickey – O Covil do Lobo Rosnaldo; Mickey – Juju, o Canguru; Tio Patinhas – Em Busca do Ouro; Pato Donald – O Mestre das Encrencas; Pato Donald – O Xerife do Vale Balaço e Tio Patinhas – As Minas do Rei Salomão foram os títulos publicados na série.

A capa do segundo volume foi desenhada por Don Rosa. No ano anterior, pela primeira vez uma HQ do artista havia sido publicada no Brasil.

Mas o barato da coleção foi ler em “formatão” algumas HQs clássicas da Disney produzidas por artistas como Carl Barks e Floyd Gottfredson.

Álbuns Disney

O Melhor da Disney – As Obras Completas de Carl Barks

Quando a Editora Abril anunciou, em 2004, o lançamento da coleção, aquilo parecia bom demais para ser verdade.

Nunca uma série daquele porte havia sido publicada no Brasil, nem mesmo nos áureos tempos dos quadrinhos Disney no País.

Mas, hoje, a coleção composta por 41 volumes de luxo guardados em caixas especiais virou item de destaque e admiração na estante dos colecionadores. O sonho tornou-se realidade.

Afinal, reunir em uma única coleção as cerca de 500 HQs escritas e desenhadas por Carl Barks – o “Homem dos Patos”, criador do Tio Patinhas e celebrado em todo o mundo como o maior quadrinhista Disney de todos os tempos -, com tanto apuro gráfico e editorial, foi um presente tão inesperado quanto valioso para os fãs brasileiros, até então acostumados a ver apenas leitores de outros países serem brindados com publicações desse naipe.

O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks

100 anos de magia Disney

Lançado em 2006, o álbum de figurinhas trazia imagens e informações de todos os longas-metragens de animação da Disney.

Com 220 cromos autocolantes – 20 deles metalizados -, a publicação exibe belas ilustrações (incluindo os cartazes de divulgação) de 54 produções cinematográficas, sem esquecer as realizadas em parceria com a Pixar, como Os Incríveis.

É um documento visualmente bonito e historicamente importante para qualquer fã das animações de Walt Disney.

100 anos de magia Disney

Coleção Disney Play

A série de DVDs com desenhos animados clássicos e contemporâneos da Disney chegou às lojas de departamentos no início de 2010, já causando controvérsias.

Acondicionado numa embalagem simples (um estojo de papelão), cada DVD custava apenas R$ 12,90 e não tinha menu principal ou extras, apenas o filme dublado em português. Basta colocá-lo no aparelho e apertar o play para o longa-metragem rodar direto.

Muita gente reclamou da “falta de qualidade da apresentação do produto” e do “nivelamento com a pirataria”, mas a verdade é que a iniciativa da Disney possibilitou aos saudosistas e às novas gerações um acesso mais fácil e barato a algumas das animações de sucesso da companhia.

Fazem parte da coleção os seguintes filmes: A espada era a lei; O Cão e a Raposa; Mickey, Pateta e Donald em Os Três Mosqueteiros; Aristogatas; O galinho Chicken Little; Tarzan 2; Bernardo e Bianca; Lilo & Stitch; Stitch! – O filme; Irmão Urso; A nova onda do Imperador; Pocahontas; O Corcunda de Notre Dame; Selvagem; e Nem que a vaca tussa.

Coleção Disney Play

Clássicos da Literatura Disney

Outra grande coleção, na proposta e no número de edições.

Trata-se da versão brasileira da série criada na Itália e que apresenta adaptações satíricas de obras famosas da literatura mundial ou simplesmente histórias inspiradas nelas.

Lançada em 2010 e encerrada em 2011, teve o mérito de trazer para o Brasil dezenas de HQs inéditas, muitas delas publicadas originalmente havia décadas e produzidas por artistas do calibre de Romano Scarpa, Giovan Battista Carpi e muitos outros.

E até Carl Barks e Paul Murry marcaram presença, com a republicação de aventuras clássicas que haviam deixado saudades e puderam ser novamente apreciadas na coleção.

Guardados com destaque na estante, os 40 volumes formavam nas lombadas um belo painel com imagens das versões Disney dos personagens literários satirizados.

Clássicos da Literatura Disney

Especiais em capa dura

Eles chegaram em 1970, com os já clássicos Cinquentenário Disney, Mickey Especial, Pato Donald Especial e Tio Patinhas Especial, trazendo tiras e HQs em uma encadernação gigante, papel especial e capa dura.

Mas foi somente em 2014 que a Abril deu início a uma série nos mesmos moldes (embora em tamanho menor), com um acabamento ainda mais luxuoso, apresentando histórias em quadrinhos clássicas e atuais.

Até o momento foram lançadas as seguintes edições: O Mistério dos Signos, Dragonlords – O Reino dos Dragões, Pato Donald – 80 Anos, Era uma vez na América, A Saga do Tio Patinhas, História e Glória da Dinastia Pato, Contos de Natal, Cinema e Um brasileiro chamado Zé Carioca.

Uma série para coroar a história do colecionismo Disney no Brasil.

Marcus Ramone continua fazendo coleções de memorabilias Disney. Mas ainda não conseguiu encontrar uma cueca do Superpato.

A Saga do Tio Patinhas

• Outros artigos escritos por

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  • comics

    Tudo bem, eu sou colecionador de muitas coisas entre elas seriados, miniaturas, gibis etc. só gibis são mais de 15 mil.

    Estou sempre ligado aqui no site curtindo as matérias, que são muito legais.

    Quem tiver um tempinho de olhar meus vídeos mostrando um resumo das minhas coleções eu agradeço, mas meus vídeos não tem a mesma qualidade de imagem e áudio de outros mais são bem legais, simples mais legais.

    Espero vocês no meu canal. Desde já obrigado a todos pela atenção e pela força.

    Meu canal é:

    https://www.youtube.com/channel/UCLPLcHgDjR2xLVKjyEhadlg

  • Chico Milk

    Caramba, quanta lembrança boa! Eu tive o Manual dos Jogos Olímpicos, lembro de um especial sobre televisão que foi a primeira vez na minha vida que vi algo sobre TV a Cabo (apesar de não ter ajudado muito, já q a ilustração era um TV apoiada num cabo) e os bonequinhos, nuss, aí foi longe! Eu tinha 5 anos e lembro nitidamente de ter tido o Bambi e o Tambor. Aprendi algumas coisas de inglês com a Disney, e lembro de ler o livro e ao mesmo tempo ouvir a fita da história do Mogli. Muito bom!

  • J.J Cruz

    Muito legal cara, ótimas histórias que que sempre valem a pena relembrar; Tem três histórias em que eu li e me marcam até hj, mão consigo mais lembrar em quais revistas elas sairam..Uma dessas histórias tinha o pateta como tenor, ele foi hipnotizado e tava se achando o máximo, mas ninguém aguentava o show dele, dai o Mickey foi o responsável para descobrir quem o hipnotizou,; a segunda história era o Mickey como Sherlock Holmes e ele tinha que investigar um roubo a banco feito pelo Bafo e seus capangas. A terceira era do Tio Patinhas me lembro pouco dessa, sei que uma empresa de petróleo do tio patinhas é responsável pelo vazamento do tal líguido no oceano, contaminado toda a cidade o tio obrigado a pagar uma indenização bilionária que seria o fim do seu império, só que depois é descorbeto que foi tudo foi uma armação do seu concorrente e arquirrival Patancôncio. Agradeço quem souber em quais revistas essas histórias foram lançadas.

  • Scapim2000

    Faltou incluir o Cinquentenário Disney de 1973 e a coleção Os quatro Mundos Encantados de Walt Disney.

  • Sueli Teleginski

    Tenho uma moeda do Mancha Negra, quem coleciona e estiver interessado deixa um alô inbox.